4 de fevereiro de 2007

Um acto irreflectido....




Ontem ao final da tarde, a natureza ''chamou'' e tive, claro, que a atender.








Dirigi-me à casa de banho, sentei-me na sanita e pouco tempo depois o gajo que dorme comigo grita por mim, na outra ponta do corredor, para eu o ir ajudar, provavelmente a procurar a outra meia ou coisa que o valha.
Ora uma gaja está cansada do trabalho, de várias horas no trânsito, aqueles minutinhos são apenas o único momento livre que me resta para relaxar e pensar na vida, sim que, as melhores ideias surgem-me sempre que vou cagar. Perante esta interrupção, irritei-me e eu quando me irrito, vou aos arames e depois é só pôr as molas, de modo que sem pensar, grito a plenos pulmões:
- ''FODA-SEEEEEEEEEEEEEEE, UMA GAJA JÁ NEM PODE CAGAR À VONTADE???''`
Foi aqui que fui atingida, não por um qualquer sapato que o gajo me tenha atirado mas sim pelas graves consequências que podem advir de tal atitude impensada.
A esta altura já toda a vizinhança, desde o rés-do-chão ao 7º andar sabia que eu estava a cagar.

Fiquei sem fôlego, até perdi a vontade de arrear o calhau e o dito recolheu-se nas profundezas do meu ser, também ele (o calhau) corado de vergonha. Senti-me num estádio de futebol cheio, em pleno relvado, sentada numa sanita, com todos os espectadores a rir e a apontar o dedo: ‘’Olhem, olhem, aquela está a cagar!’’
Que os meus vizinhos me oiçam a tomar banho é uma coisa, que oiçam os meus gemidos enquanto cavalgo qual amazona em cima do gajo que dorme comigo, tudo bem, agora partilhar com 31 condóminos um acto tão intimo como cagar, isso não!!! Agora toda a vizinhança sabe que eu cago, daqui a começar a correr o boato que me peido no elevador é um pequeno passo. Em breve irá comentar-se em todas as esquinas que o gajo vai-me deixar que não suporta o cheiro, ou que existe um filme onde estou a cagar enquanto digo:’’Adoro o cheiro da merda, principalmente, quando não cago à 3 dias!’’ e quando eu der por isso estou completamente desacreditada e com a vida feita em merda, tudo, tudo, por um acto irreflectido.

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